Revoltas Urbanas. A revolta da Vacina.

Nomes: Hernani S. e Maria E. Raffo

I: O assunto. O assunto fala sobre a revolta da vacina ocorrida de 1904 à 1936 no Rio de Janeiro.

No inicio da República, ocorriam epidemias de febre amarela, peste bubônica e varíola em várias cidades brasileiras vitimando grande número de pessoas. No caso do RJ, tais problemas eram decorrentes de uma série de fatores, desde climáticos e geográficos até estruturais, como a falta de rede de esgoto, moradia adequada, e água encanada.
Quando Rodrigues Alves assumiu a presidência e em 1902, estabeleceu metas de seu mandato a modernização e o saneamento da capital. Em sua lista de melhorias estavam incluídas a construção do teatro municipal e do atual prédio da Biblioteca Nacional, a ampliação do porto da Cidade.
Nesse contexto, ganhou importância a atuação do direito de saúde, Oswaldo Cruz, nomeado pelo presidente com poderes para enfrentar as epidemias.
Os "Mata-Mosquitos", homens encarregados de matar os agentes transmissores das principais doenças, foram autorizados à invadir as casas para inspecioná-las, fato que causou descontentamento entre a população. Em 1904, foi instituída a vacina obrigatória contra a Varíola, sem nenhum esclarecimento público adequado sobre a necessidade da vacinação. A medida resultou em intensas manifestações, com barricadas e tiroteios entre policiais e cidadãos, num conflito que durou do dia 10 ao dia 23 de Novembro daquele mesmo ano e ficou conhecido como a Revolta da Vacina.

II Como terminou?

Levando em consideração tais fatos, percebe-se que a obrigatoriedade da vacina foi apenas o estopim para que a população começasse a expressar sua revolta contra o governo. A vacina simbolizava  o autoritarismo da república e por isso foi amplamente rebatida.


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