O EGITO ANTIGO
Arnoldo Walter Doberstein
Alunas:Manuela Lanzarini e Alana Krever

O Egito Antigo é um período muito interessante de estudar por que ainda há muitos mistérios a descobrir e nesse trabalho podemos conhecer um pouco mais sobre esse assunto.

1- O maat era um tipo de ideal de justiça que, acreditava-se, tinha sido outorgado aos homens pelos deuses, como garantia para o perfeito funcionamento do mundo.
2- Num dos complexos da pirâmide de Snofru deve ter sido sepultada a rainha Heteferes, embora a sua múmia e tesouros nunca fossem encontrados. Em 1925, quando das escavações na pirâmide de Queóps, a equipe do arqueólogo George Reisner encontrou peças do mobiliário que, segundo o próprio Reisner, teriam sido trazidos da tumba da rainha, em Dahshur, depois que a mesma, ainda no reinado de Queóps, sucessor e filho de Snofru e Heteferes, foi violada e saqueada, ocasião em que a múmia e as joias da rainha desapareceram.Peripécias de lado, o que restou, enfim, foi um conjunto de peças do mobiliário da rainha que, pacientemente restauradas e replicadas pela equipe do Dr. Reisner, se tornaram um dos ícones no Museu de Belas Artes de Boston, nos E.U.A. As originais estão no Museu do Cairo. As peças mais valorizadas são as réplicas da cama, uma cadeira folhada a ouro e o cofre canópico
3- Em termos de fontes históricas, o governo do rei Queóps é quase que um paradoxo. De um lado um dos mais eloquentes e impressionantes vestígios que alguém já deixou de sua passagem aqui na terra: uma pirâmide de 144 m de altura (hoje está com 138) com uma base em quadrado com 230 m em cada um de seus lados.Na sua grande pirâmide não aparecem registros de seu governo e de sua pessoa. E, para completar a bruma de mistério que envolve seu nome, estátuas com sua imagem são uma raridade. Até a bem pouco tempo, os círculos especializados só admitiam a existência de uma única estátua de Queóps. Trata-se de uma peça minúscula, de não mais de 7,5 cm de altura, feita em marfim, e encontrada por Flinders Petrie quando de suas escavações em Abydos. Encontra-se atualmente no Museu do Cairo e se constitui, justamente pela sua raridade, numa das mais preciosas peças da coleção.Essa raridade de imagens do construtor da maior das pirâmides, por outro lado, aguça cada vez mais a “cobiça” dos museus para ter em suas coleções uma peça desse reinado.
4- A grande obra do reinado de Queóps, indubitavelmente, foi a sua pirâmide. A maior de todas. Originalmente, quando a camada de revestimento ainda existia, tinha 144 m de altura. Com 227 m em cada lado do quadrado de sua base, a área total perfazia 51.000 m², ou seja, mais de 5 hectares. Calcula-se que nela estão alinhados mais de 2.300.000 blocos de pedra calcárea, pesando em média 2.000 kg, mas tendo alguns deles, de granito, com mais de 15.000 kg.
5- Alguns sugerem uma versão militar. As pirâmides seriam postos de observação, nos quais guarnições militares avançadas seriam colocadas para vigiar o território egípcio contra invasões estrangeiras. O
local em que foram construídas, nas proximidades do delta (o ponto mais vulnerável às invasões) é muito lembrado pelos que sustentam essa versão. Inúmeros outros indícios, entretanto, depõem contra tal ideia. A ausência de um militarismo organizado, na época das pirâmides, é apenas um deles.
6- O sucessor de Queóps foi seu filho Didufri. Seu nome foi encontrado em placas que cobriam os fossos com o madeirame para os barcos solares de Queóps. O governo de Didufri durou só cerca de oito anos (Papiro de Turim). Sua pirâmide, a Noroeste de Gizé, ficou inacabada. O sucessor de Didufri foi o seu irmão Kafra, mais conhecido como Quéfren (nome grego). Em frente à sua pirâmide, nas proximidades do Templo do Vale do complexo, foram aproveitadas as pedras de uma pequena colina de pedra calcárea para se modelar, uma grande esfinge Por essa razão Quéfren passou a ser conhecido como “o faraó da esfinge”, ainda que não sejam poucos os que questionem se a referida estátua em esfinge é mesmo do faraó Quéfren. Com 72 m de comprimento e 20 m de altura, a esfinge tornou-se tão célebre quanto as próprias pirâmides.
7- O sucessor de Quéfren foi seu filho Miquerinos, do qual igualmente restaram diversas estátuas todas elas egípcio, em que o fiel, entre diversos deuses, tinha o seu deus devocional. No caso da figura feminina, o conjunto ilustra o ideal de beleza da mulher egípcia: mulher-pequena, ombros largos, quadris estreitos e rosto de “bolacha-maria”.
8- Uma linha de abordagem que vem se afirmandoentre os egiptólogos, é aquela que enfatiza dos eventos da V Dinastia a expansão mercantil ocorrida no período. Federico Mella, por exemplo, destaca que o faraó Sahura “organizou a primeira expedição ao Punt em busca de mirra, incenso, peles e ébano, assim como organizou grandes expedições em busca de minérios do Sinai, entre os quais cobre, turquesa e outras pedras preciosas.
9- O chamado 1º Período Intermediário é aquele que vai do final da VI Dinastia ao início da XI. Abrange os anos 2180 a.C. ao ano 1990 a.C., o que dá cerca de 180 anos. Compreende as Dinastias VII,VIII,IX,X e parte da XI. Alguns autores, inclusive, sugerem que se trataram de Dinastias paralelas, pois, afinal, o período de tempo seria muito curto para cinco Dinastias. Em grandes linhas o que caracteriza o período é a inexistência de um Estado unificado e com o poder político, restando dividido em diversos núcleos regionais.
10- O enunciado geral para o período chamado de Reino Médio é que o Estado faraônico voltou a ser um Estado unificado. O que fica em aberto é a questão da nomenclatura a ser usada para aquilo que foi reunificado. Como devemos denominar a situação do Egito que antecedeu tal reunificação? Para tanto temos que voltar a questão tratada anteriormente, ou seja, como devemos caracterizar o 1º Período Intermediário? Dois conceitos estão disponíveis. Um é o de Estados feudais, analisado atrás. O outro é o de Reinos Confederados. A diferença entre os dois não é apenas uma questão de semântica.
Comentários
Postar um comentário